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O Gabriel, que de vez em quando diz que escreve aqui (mas é mentira) começou um blog novo, sobre nada.
- Sem Categoria | às: 21:33
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O Gabriel, que de vez em quando diz que escreve aqui (mas é mentira) começou um blog novo, sobre nada.
Sinceramente, não agüento mais.
Da entrada à saída, tudo e (quase) todos têm o objetivo de ideologizar, ideologizar, ideologizar. Se você não concorda com eles, foda-se.
O que mais se vê nesse lugar que deveria ser pluralista é o não-pluralismo, a certeza-de-que-só-há-um-bem-e-que-esse-bem-somos-nós. Depois de passar pelos professores que imbutem pensamentos anti-capitalistas e pró-autoritários em suas explanações e se utilizam de bibliografias levemente assustadoras ou simplesmente incompreensíveis, ainda temos que sobreviver a um currículo completamente bêbado e desinteressante, à panfletagem explícita e unilateral nos corredores e aos alunos "ativos" que querem tornar o mundo um "lugar melhor".
O que diabos estão fazendo numa faculdade de comunicação, sendo contra a mídia?
Queres livrar-nos do status quo? Ótimo, mas para o mesmo fim existem diversos caminhos. Deixe os defensores de outras idéias circularem livremente, e deixe-os expressarem-se. Deixe de acreditar em tudo que dizem e de olhar como um cavalo e passe a ver o mundo com os olhos de um cidadão pensante do século XXI.
Rápido, rápido — antesqueacabeoano!
Ok, let’s cut the crap. Ninguém está interessado nisso, ninguém lê meu blog, eu não escrevo faz tempos, ou seja, até o meu amigo português já deve ter nos abandonado. De qualquer maneira, como exercício jornalístico, escrevi uma pequena lista dos melhores acontecimentos musicais deste ano. Tenha em mente (caso venha a ler isto) que os meus conhecimentos musicais são mínimos e a escolha disto é totalmente subjetiva, então não me odeiem por causa disso, eu não sou um crítico musical.
10. Lily Allen - Alright, Still
Não, eu não sou uma mulher. Mas por algum tempo eu não consegui parar de ouvir esse album. É ótimo, é mais do que ótimo. A Lily tem atitude, uma voz linda e melodias pegajosas (no bom sentido). Claro que se eu fosse uma mulher eu ia gostar ainda mais das letras dor-de-cotovelo. O grande hit Smile não é a melhor da gravação, ficando atrás de LDN, Knock ‘em Out e Friday Night.
9. Cursive - Happy Hollow
Eu gostei, tá bom? Esse album ficou fora de todas as listas de final de ano das grandes zines, obteu uma pontuação medíocre na maioria das resenhas, mas, poxa, é muito bom. Não é nenhum Ugly Organ, nem tampouco um Domestica, mas tem um conceito ótimo. É o álbum menos emocional de Tim Kasher e Cia., e só por esse fato ele já merece algum mérito. Impossível ouvir So Gigolo apenas uma vez. Into the Fold, que possivelmente trata de pedofilia, Bad Sects e Big Bang também são grandes destaques. Mas é importante ouvi-lo como um todo pois é um grande atentado à igreja e outras instituições hipócritas.
8. Junior Boys - So This is Goodbye
O último mês do meu primeiro semestre foi totalmente "embalado" por esse disco. É bom ouvi-lo e imaginar como se fosse uma trilha sonora para um filme que não existe. Um filme com bastante água. Mas não combina com verão, não sei por quê.
7. Sunset Rubdown - Shut Up I Am Dreaming
A banda paralela do "cara do Wolf Parade" não poderia ser melhor. Nesse trabalho, o esquizofrênico Spencer Krug faz uma coisa bem mais louca que no Wolf Parade, e parece se concentrar mais nas letras. É ótimo, principalmente Stadiums and Shrines II, Shut Up I Am Dreaming of Places Where Lovers Have Wings, Us Ones Inbetween, entre outras.
6. Os EPs do Bishop Allen
Então… esses nerds malucos resolveram lançar um EP por mês lá nos EUA. O resultado final é excelente e, sem dúvida, merece uma menção na minha lista pouco comprometida com a temática "álbum". Os melhores são os de maio (Butterfly Nets), Agosto (The Flood) e Setembro (Like Castanets). É música para ficar feliz.
5. Midlake - The Trials Of Van Ocuppanther
Esse, para mim, foi uma surpresa de final de ano. Já conhecia uma música do disco, Roscoe, há tempos, mas só lembrei de baixar o álbum completo alguns dias antes do natal (e depois fiquei sem computador, então ouvi poucas vezes). E não é que é bom? Alguma coisa na voz me lembra o Thom Yorke um pouco menos melancólico, mas o resto não tem nada a ver. Head Home daria uma ótima trilha, e In This Camp e We Gathered In Spring são ótimas também.
4. TV On the Radio - Return to the Cookie Mountain
Já falei, brevemente, desse disco aqui no blog, num dos meus raros posts. É bom pra cacete. Mereceu o título de melhor do ano de diversos críticos, mas para mim fica em quarto lugar pois ainda houveram algumas coisas melhores este ano. I Was a Lover, Dirty Whirlwind, Province e Wolf Like Me são geniais, embora esta última tenha um clipe tosco. Grande idéia.
3. Tapes ‘n Tapes - The Loon
Rock para dançar do ano. Cada som tem um instrumento que se destaca mais. Sem grandes comentários (que eu já estou ficando de saco cheio), as melhores são a brasileirinha The Illiad, a hip-hop-like Cowbell e Omaha.
2. Joanna Newsom - Ys
Eu ainda não sei pronunciar o nome desse disco. Eu gosto de dizer tipo "Whys", mas parece que se pronuncia "Is" mesmo. Não importa. O que importa é que ela toca harpa e canta ao mesmo tempo, conseguiu melhorar aquela voz dela, compor músicas geniais (e longas!) e ter a parceria do maestro Van Dyke Parks, cujo trabalho eu desconhecia antes disso mas que parece ser genial. As melhores músicas do trabalho são… deixa de ser vagabundo e vai ouvir essa obra-prima como um todo. Não é todo dia que surge algo assim tão… barroco… nos dias de hoje.
1. The Decemberists - The Crane Wife
Por quê? Porque é épico. E ponto. É lindo, é inteligente, é genial. Colin Meloy e sua trupe de desajustados que pareciam um bando de alunos de mestrado se divertindo nas férias conseguiram se superar e criar uma obra de proporções gigantescas (uau!). Foda-se que eles foram para uma major. Esse disco só saiu do cd player do carro quando a namorada encheu o saco. As melhores são todas, mas saiba que a trilogia Crane Wife conta uma antiga fábula japonesa e The Island, Come And See, The Landlord’s Daughter, You’ll Not Feel The Drowning provavelmente tratam dA Tempestade, do Shakespeare e… bem, todas contam alguma história, vá juntar as peças.
Menções honrosas:
Band of Horses, The Hold Steady, The Knife, Gnarls Barkley, Califone, entre outros.
mas… e a boa notícia? A boa notícia é que duas músicas do novo disco do Arcade Fire (Neon Bible - provavelmente será o primeiro da lista no ano que vem) já estão disponíveis para download em porgramas p2p. A primeira, Intervention, começa com o gigantesco órgão que eles arranjaram e é linda, e a segunda, a locupletante Black Wave/Bad Vibrations é melhor ainda e foi colocada sem querer (talvez) no iTunes por algum funcionário distraído da Merge Records. Outra coisa, o Win Butler, líder do grupo, disse no site deles que eles colocaram umas 100 músicas no MySpace com nomes de bandas aleatórias, escolheram as 11 mais populares e chamaram de Neon Bible. Mas isso provavelmente é uma mentira. De qualquer maneira, todo o dinheiro obtido com a venda das músicas no iTunes vai para o Partners In Health. Então, se você vive em um país desenvolvido, onde a Apple vende músicas, não deixe de comprá-las.
Um abração a todos, e Feliz 2007, com todas as realizações e blá-blá-blá! Meu deus, já são quase 22 horas. Vou lá comer a lentilha.
Caro Doutor Fábio,
Faz um ano "já quase" desde o nosso último encontro. Se eu contasse tudo que eu passei nesse um ano, o doutor não me acreditaria e provavelmente receitaria algum remédio para esquizofrênicos, além de sessões eventuais de eletrochoque.
Mas eu acho que o básico eu posso contar. Até agora, me sinto parcialmente curado. Infelizmente, não posso dizer que devo isso ao doutor e às sessões de terapia que lesaram o meu bolso durante três meses (ou foram menos?). Mas, onde paramos? Eu estava te contando sobre o fim do meu relacionamento. Foi segunda-feira, dia 19. Eu te contei que no dia 17 eu acabei meu relacionamento e no dia 18 eu conheci uma colega com quem eu estudei durante um ano e jamais troquei mais de dez palavras. Acho que isso comprova o meu comportamento anti-social. No final da consulta eu disse que não mais voltaria porque tinha que estudar para o vestibular. Sinto muito, aquilo foi uma desculpa esfarrapada.
Então, desde aquele dia eu e ela ficamos amigos. Amigos demais. Tão amigos que, pelo menos para mim, extravasava amizade. Transbordava cumplicidade. Saía carinho pelo ladrão. Ela é realmente genial, compreensiva, a mais legal.
Enquanto isso eu entrei numa instituição particular de ensino superior.
Ok, mas lembra-se da amiga que eu estava falando? Depois de muito tempo refletindo, criei coragem e beijei-a. Acho que foi a melhor idéia que já tive em toda a minha vida. A partir de então extravasava amor. Transbordava paixão. Saía vício pelo ladrão. Ela é realmente linda, querida, a mais perfeita.
Entrei e saí. Depois entrei numa instituição pública de ensino superior, e agora estou lá, lutando contra a falta de estrutura e tentando fazer amigos, e tendo dúvidas quanto ao que eu quero na minha vida.
Mas dúvidas em relação à minha amiga/amante/cura, eu não tenho. Aprendi muito com ela e ainda vou aprender. Sinto que às vezes não dou a ela o carinho merecido, e por isso me arrependo amargamente todas as vezes que me perco nesse meu lado ruim (que é grande). Mas quero ser o melhor possível para ela, e quero estar 100% curado para estar com ela.
Mas para isso eu não preciso de você. Encontrei o amor verdadeiro em meio a muitos acidentes e (adoro essa expressão) felizes ironias do destino.
Um abraço,
G. Hipocondríaco
PS.: Mas preciso de alguém para me ensinar a escrever.
(…)
Outrora, o homem ouvia com assombro o som de batidas regulares no fundo de seu peito e se perguntava o que seria aquilo. Não podia se identificar com uma coisa tão estranha e desconhecida como o corpo. O corpo era uma gaiola e, dentro dela, uma coisa qualquer olhava, escutava, tinha medo, pensava e se espantava; essa coisa qualquer, essa sobra que subsistia, deduzido o corpo, era a alma.Hoje, é claro, o corpo deixou de ser um mistério: sabemos que o que bate no peito é o coração, que o nariz nada mais é que a extremidade de um tubo que sai do corpo para levar oxigênio aos pulmões. O rosto nada mais é que o painel em que terminam todos os mecanismos físicos: a digestão, a visão, a audição, a respiração, a reflexão.
Depois que o homem conseguiu nomear todas as partes do corpo, o corpo o inquieta menos. Atualmente, cada um de nós sabe que a alma nada mais é que a atividade da matéria cinzenta do cérebro. A dualidade entre a alma e o corpo foi dissimulada por termos científicos e, hoje, não passa de um preconceito fora de moda que só nos faz rir.
Mas basta amar loucamente e ouvir o ruído dos intestinos para que a unidade da alma e do corpo, ilusão lírica da era científica, imediatamente se dissipe.
Milan Kundera, a Insustentável Leveza do Ser
Não me lembro exatamente quantos anos eu tinha, sei apenas que ele era 3 meses mais novo que eu e eu já era bem novo.
Não lembro bem por que, mas tenho certeza que tive bons motivos para dar um soco na cara dele.
Não lembro bem como, mas, após o golpe, suas gengivas sangraram, pois usava aparelho nos dentes.
E agora, ele morreu.
E agora, não me sinto bem; não sinto que eu deveria ter dado um soco na cara dele. Eu nunca mais dei um soco na cara de mais ninguém. E eu nunca havia feito isso antes. Acho que quando fiz isso não pensei que talvez algum dia ele fosse morrer. Acho que nem tinha noção de morte. Creio que eu sempre achei que provavelmente ele morreria depois de mim, mas ele morreu agora, jovem, bem jovem.
Meu conselho: jamais soque a cara de alguém, por mais que ele peça. Quando esse alguém falecer (se esse alguém vier a falecer), você, se tiver coração, se sentirá bem mal a respeito disso.
Minhas sinceras condolências.
Isso não será uma surpresa, e isso não será um segredo.
Isso não será uma canção, e não será uma poesia
[tampouco será um romance, uma novela ou um conto]
Isso não será em francês, não será em inglês.
Não será novo, e não será novidade.
Não será promessa e não será jura de amor.
Não será ipso facto e não será ad hoc.
Não será um sistema autopoiético e não será composto por operações de input e output.
Não será uma bonita coletânea de imagens nem uma coleção de contos fantásticos.
Não será original (mesmo), e não será novo e não será novo e não será novo e não será novo
[e não será novo(ad nauseam)]
Não será um verbete na Wikipedia e não será uma definição na Larousse
portanto,
Não será coletivo e não será pessoal
Não será pós-pós-pós nem pós-moderno.
Não será mais o que eu queria antes
E será o que eu quero agora
E será menor, e menor
E será menor.
E (não) será
Nada.
Dedicado a Ela.
…os negros americanos voltaram a fazer o que eles inventaram…

Rock.
E com maestria.
- E aí, como tá a faculdade?
- Não sei… Tive um feriadão enorme agora, desde quarta-feira. Me desacostumei.
- Nossa, uma semana de férias.
- É…
- E foi boa a semana?
- Na verdade não muito…
*silêncio* *olhares constrangedores*
Ops. Acho que não era isso que ela estava esperando ouvir.
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Quero mais dia, menos escuridão.
Quero mais Luz, mais Lua, mais Lâmpadas, mais Lareira…
[mais aLegria, que assim que é bom…
Me iLumina.
Só eu achei engraçado que o "Caçador de Crocodilos" tenha sido morto por uma arraia? Quero dizer, a comunidade crocodiliana deve ter ficado bem puta da cara. Na pior das hipóteses, eles odiavam aquele babaca que ficava brincando com eles, e queriam eles mesmos matá-lo. Na melhor, eles o amavam, e até dependiam dele, então agora estão declarando guerra às arraias. De qualquer maneira, salve-se quem puder.
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- Ei, mano, esse ônibus passa na Wensceslau?
- Passa, passa.
Claro, claro…
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Então, o feriadão que se aproxima (e para mim será um feriadão bem longo, começando na quarta-feira), é o primeiro feriadão que eu não quero que chegue nunca. Saco. Maldito Dom Pedro I, maldita independência fictícia. Malditas datas comemorativas. Todo mundo sabe que só existem três datas que merecem ser comemoradas. Todo mundo? Todo esse universo aqui.
Um abraço bem apertado.